Logo

Últimas Notícias

Imagem

Acompanhe a matéria:

Brasil atingiu a cota anual de exportação para o mercado chinês, e embarques que ultrapassarem o limite passam a enfrentar tarifa total de 67%

A partir desta quinta-feira (1º), entra em vigor uma nova barreira para a carne bovina brasileira no mercado chinês. O país asiático passou a aplicar uma sobretaxa de 55% sobre os embarques que excederem a cota anual destinada ao Brasil, após o limite de 1,106 milhão de toneladas ser atingido em 29 de setembro.

Na prática, a carne que estiver dentro da cota continua sujeita à tarifa regular de 12%. Para o volume excedente, os 55% são acrescentados, levando a uma carga tarifária total de 67% na entrada do produto na China.

 

Mas isso significa carne mais barata no Brasil?

Não necessariamente e esse é o ponto mais importante.

Com uma tarifa muito maior, frigoríficos e exportadores podem reduzir ou redirecionar parte dos embarques para a China. Se mais carne permanecer disponível no mercado brasileiro, pode haver pressão para baixo nos preços pagos ao produtor e, em determinadas condições, também no varejo.

Mas isso não significa que a carne vá automaticamente ficar mais barata no açougue.

O preço ao consumidor também depende da oferta de gado, do custo de produção, do preço pago ao pecuarista, das margens dos frigoríficos e do comportamento da demanda. Além disso, o Brasil possui outros mercados compradores e pode tentar redirecionar parte da produção para esses destinos.

A importância da China ajuda a dimensionar o impacto: em 2025, o país asiático comprou 1,68 milhão de toneladas de carne bovina brasileira, equivalentes a cerca de 48% de todo o volume exportado pelo Brasil, movimentando US$ 8,9 bilhões.

 

E no Rio Grande do Sul?

O impacto também merece atenção no campo gaúcho. A China é um mercado relevante para a carne bovina produzida no Estado: em 2024, o país asiático respondeu por 26,4% do valor da carne bovina gaúcha exportada, segundo dados do Departamento de Economia e Estatística do RS.

Para quem produz no Noroeste, portanto, a questão não é apenas o preço da carne no supermercado. A mudança pode influenciar a formação de preços ao longo da cadeia, desde o pecuarista até o frigorífico e o consumidor.

Por enquanto, a resposta para a pergunta que interessa ao consumidor é: a carne pode ficar mais barata se houver aumento da oferta interna, mas não há garantia de queda no preço do quilo no açougue. O efeito dependerá de como frigoríficos, produtores e exportadores vão reagir à nova barreira chinesa.

E, para o produtor, o movimento representa uma mudança importante em um dos principais mercados da pecuária brasileira. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) já estimava anteriormente uma redução de cerca de 10% no volume total exportado pelo Brasil em 2026.

E na sua cidade? Você percebeu alguma mudança no preço da carne nesta semana?

 

Fonte: Portal Três de Maio – Lívia Costa, jornalista

Portal +

Bem-vindo ao Portal Três de Maio, um espaço dedicado a conectar pessoas e empresas. Aqui você encontra as últimas notícias, informações relevantes e oportunidades de negócios, tudo em um só lugar. Nosso objetivo é facilitar a comunicação e promover o crescimento da comunidade local.

Notícias Recentes

Anuncie Conosco

Clique no botão abaixo para nos chamar no WhatsApp e obter mais informações sobre como anunciar no Portal Três de Maio.