Ministério Público vai recorrer da decisão que reduziu penas no caso Kiss

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) informou nesta quinta-feira (28) que irá recorrer da decisão da Justiça que reduziu as penas dos quatro condenados pelo incêndio na Boate Kiss, ocorrido no dia 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, na região Central do Rio Grande do Sul. A tragédia deixou 242 mortos e mais de 600 feridos.
O MPRS confirmou que pedirá uma reavaliação da sentença proferida na última terça-feira (26), quando foram analisados recursos da defesa que pediam a anulação do júri de 2021 que condenou de Elissandro Callegaro Spohr, Mauro Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão, a penas entre 18 e 22 anos.
Com o novo entendimento do TJRS, os ex-sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, tiveram as condenações fixadas em 12 anos de prisão cada. Já o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor musical Luciano Bonilha, responsáveis pelo uso de artefatos pirotécnicos que deram início ao incêndio, tiveram as penas reduzidas para 11 anos. Ainda assim, os quatro permanecem presos.
Com a redução das penas, as defesas dos condenados já buscam progressão para o regime semiaberto.
Nesta quinta-feira (28), a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM) divulgou um manifesto que critica a decisão do TJRS de reduzir as penas dos condenados. A nota afirma que o tribunal beneficiou, novamente, os réus.
“O que já era pouco perto do dano por eles causado, pareceu injusto ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Lhe parecendo demasiada punição para esses réus, era preciso fazê-la ainda menor, mais irrisória, reduzi-la em 10 anos, para não deixar dúvidas de que as vidas das 242 vítimas - e dos sobreviventes - nada vale para o Poder Judiciário do Rio Grande do Sul”, diz um trecho do manifesto.
Fonte: Jornal Noroeste